Como o Boys Love chegou na Coreia do Sul

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Sabemos que o Japão é um dos grandes produtores de quadrinhos BL atualmente, mas a Coreia do Sul não está longe em termos de quantidade de títulos. Os quadrinhos coreanos (manhwas) são bem diferentes dos mangás japoneses, sendo coloridos e formatados de maneira a facilitar sua visualização em telas de celulares. Mas quando o BL surgiu na Coreia do Sul, ele era bem diferente de como o conhecemos atualmente.

Neste post, farei uma breve linha do tempo de como o Boys Love saiu do Japão e chegou à Coreia.

Como tudo começou

Assim como aconteceu na Tailândia, o BL chegou na Coreia do Sul através de mangás pirateados nos anos 1980. Títulos como Zetsuai, por Minami Ozaki, foram traduzidos para o coreano e publicados de maneira ilegal no país.

Depois, nos anos 1990, a internet discada facilitou a divulgação de mangás japoneses traduzidos, e permitiu a criação de grupos de autores independentes que publicavam doujinshi (ou tonginchi). Essa formação de grupos permitiu a publicação do primeiro BL coreano publicado comercialmente: A Primavera Chegou ao Sr. Lewis? (루이스씨에게 봄이 왔는가?)

Nos anos 90 também foi quando uma série de legislações de proteção à juventude censuravam a publicação de conteúdo homossexual, e dificultavam o acesso dos menores de idade a tais conteúdos online. Nessa época, diversas meninas jovens, alunas de ensino médio, protestaram contra a censura do BL, pedindo que fosse reconhecido como um gênero literário.

O surgimento das webtoons

Em 2004, a legislação foi alterada para remover homossexualidade da lista de conteúdos nocivos, e com isso se viu a publicação de diversos manhwas BL comerciais. Um exemplo notável é Totally Captivated (완전무결하게 사로잡히다) por Yoo Ha-jin, que chegou inclusive a ser licenciado nos Estados Unidos. Totally Captivated foi tão popular que levou a publicação de mais títulos BL na plataforma de webcomics onde era publicado (eComix).

Outras plataformas de webtoons coreanas passaram a incluir a categoria BL entre as principais do site, o que levou ao aumento da criação de muitas obras do gênero. Com o tempo, os webtoons passaram a ter uma identidade visual própria, deixando de ser páginas em preto e branco, como nos mangás, e passando a ser coloridos e no formato de tira, de maneira a priorizar a leitura em dispositivos móveis.

No Brasil

Diversos webtoons foram e são publicados no Brasil, e você pode conferir mais informações sobre eles na nossa página de mangás. Existem até plataformas para leitura de webtoons que os disponibilizam com tradução para o português, como a Toomics. A popularidade é tão grande em nosso país que a autora A1, de On or Off, inclusive esteve no Brasil em 2022 para o Anime Friends.

E você, tem algum BL coreano favorito? Conte para a gente!

Fontes:

KWON, Jungmin. Straight Korean female fans and their gay fantasies. Iowa City: [s.n.], 2019.

Jungmin Kwon (2022) The Commercialization and Popularization of Boys Love in South Korea Em: Alexy, Allison, et al. Queer transfigurations: Boys love media in Asia. University of Hawaii Press, 2022.

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Uma resposta

  1. o q mais me marca qdo leio obra da coreia, é a forma ocidental de se ler e o melhor de tudo…virem coloridos

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